Uma nova igreja

Por Despertai

A Palavra de Deus, tendo como referência Mateus 26.26 -28, alerta para a aliança que nos foi oferecida pelo Cristo e mostra que de modo algum, podemos continuar presas das coisas velhas. Quando o Senhor disse ser o pão que havia descido do céu e que teríamos de comer do seu corpo, muitos se escandalizaram pensando que Ele queria lhes dar da sua carne. Na verdade, disse que a partir de então, seria o corpo de uma nova igreja, que pudesse congregar as ovelhas perdidas, independentemente das denominações a que pertencessem.

Diante da situação espiritual que se agrava a cada dia, já está mais que na hora, das pessoas que servem ao Eterno, despertarem para uma nova realidade: a de que o mundo está em acelerada corrida para o Juízo final. Se continuarmos agarrados às coisas antigas, obras e obrigações da lei, não teremos forças para suportar o dia do Senhor, que vem como o ladrão. É certo que nos tempos do fim, o Espírito do Eterno estará diante das suas testemunhas, para dar-lhes vigor. Antes, porém, é preciso que os corações estejam dilatados, de modo que aconteça a obra regeneradora. Se não for assim, como enfrentaremos tempestades, sem as devidas roupas? Como suportaremos a afronta dos ímpios e prevaricadores? Passaremos por fome? Por privações? Há evidentes sinais que sim, de que os tempos serão trabalhosos e perturbadores.

Paulo diz que somos a carta de Cristo, escrita não com tintas, mas com o Espírito do Deus vivo. Não mais nas tábuas de pedras, como na Antiga Aliança, mas nas tábuas de carne do nosso coração, uma Nova Aliança. Somos a morada do Espírito e a nossa vida, precisa ser de dedicação ao Deus de Israel e aos seus propósitos. Não vamos deixar de viver a experiência existencial, mas priorizemos o Evangelho. O Cristo precisa ser anunciado como o braço de Deus estendido a gentios e judeus, como única via de salvação, alívio e vitória, diante dos tormentos que cairão sobre a humanidade. Deus nos fez capazes de ministrar, de ensinar e de exortar, somos ministros de um novo espírito; de liberdade, não de escravidão; de um testamento, não de letras, mas de Espírito.

Podemos sentir o chamado do Eterno convidando todos os que creem para participarem de um novo “sopro”. Não para fundar nova denominação, mas para entrarmos juntos na igreja invisível do Filho de Deus; que venceu a morte, vive e voltará em breve tempo, para pôr fim ao império da mentira. No dizer do profeta Malaquias, virá como um sol de justiça, queimando árvores velhas, carcomidas pelo tempo. Separar-se-ão bodes e ovelhas, não há dúvidas. É mesmo um novo tempo, que começa. Onde havia tristeza, se fará alegria. Junto à morte, agora há verdadeira vida. Na dúvida, fez-se entendimento. Diante da escuridão, já começa a clarear.

Jesus disse a Nicodemos que era preciso nascer de novo. Confuso, o mestre de Israel, perguntou-lhe como poderia nascer um homem, sendo velho? Porventura, entraria novamente no ventre da mãe? O Senhor disse: quem não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino ou vê-lo. Fez mais: separou as coisas da carne, daquelas que pertencem ao espírito, dizendo que ela, a carne, seria do mundo. O espírito, é propriedade de Deus. O que é nascido da carne, é carne, afirmou. E o que e nascido do Espírito, é espírito. Que o Espírito nos faça nascer de novo, cheios de alegria, sabedoria e graça. Novos crentes, membros de uma igreja invisível, de um novo testamento, livres das peias da lei. Obedientes somos sim, mas não por constrangimento. Sujeitos à graciosidade do Cristo, o Filho de Deus que morreu na cruz, para que fossemos solturas suas. Que seja assim.

“E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lhe, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue; o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.” – (Mateus, 26.26-28).